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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Maria de Jesus e António Mathias - Trisavós - Pais de José Matias





Fotografia tirada em meados de 1918
Maria de Jesus

Maria de Jesus nasceu em Valle da Gunha, a meados de 1877, filha de Joanna de Jesus e Manoel Pedroso.

Casou aos 25anos de idade, em Valle da Gunha a 19 de Novembro de 1902, com António Mathias Júnior.
Teve 7 filhos, entre os quais Alfredo Matias, Maria Filipa Matias, Joaquina Filipa Matias, Manuel Matias, Adelina Filipa Matias, e em 1906, José Matias, meu bisavô.


António Mathias


António Mathias Júnior nasceu a 8 de Fevereiro de 1872, ás 8horas da manha, primeiro filho de António Mathias e Maria de Souza.
Os seus padrinhos de Baptismo foram o seu  avô paterno, Antonio Mathias Sénior, e a sua avó materna Maria de Souza.
Casou Maria de Jesus em 1902, sendo ambos naturais do lugar de Valle da Gunha, na freguesia de Maceira, concelho e distrito de Leiria.
Faleceu a 
12 de Novembro de 1924.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Fotos - Família Pedroso

Virgílio Pedroso (3º da esquerda) Nangade, Moçambique

Virgílio Pedroso (6º da segunda fila da frente) com Militares e habitantes de Nangade

Virgílio Pedroso (3º da esquerda) com amigos da Cart 2745, Moçambique

domingo, 28 de novembro de 2010

Fotos - Família Pedroso

Companhia de Artilharia 2745, Virgílio Pedroso
está no segundo lugar, fila de trás, lado direito.

Manuel Pedro - Trisavô - Pai de Maria da Conceição

Manuel Pedro


Manuel Pedro nasceu em 1899 em Valle da Gunha, filho de Joaquim Pedro Novo e Dionisia Coelho.
Em 1924 casa com Júlia Maria, a meio do ano de 1925 parte para França para cumprir o serviço militar como soldado na Companhia de Cavalaria. Num exercício de rotina, caí do cavalo e fica gravemente ferido, e com febres altíssimas.
Envia esta fotografia (á direita) para a sua esposa. Foi a ultima vez que se falaram. O seu corpo nunca foi trazido para Portugal. Repousa em França.


Morreu em Setembro de 1925.

Júlia Maria - Trisavó - Mãe de Maria da Conceição


Júlia Maria nasceu a 23 de Abril de 1897 em Ribeirão Preto, Brasil, filha de António de Souza Venceslau e Maria Emília de Jesus. Chegou a Portugal com 1 ano de idade.
Casa com Manuel Pedro em 1924, engravida e fica viúva em Setembro de 1925. O seu marido viajara para França, para cumprir o serviço militar. Após uma queda de cavalo, fica com febres altíssimas e dores horríveis, que o levaram á morte. A sua filha Maria da Conceição, nasceu em Novembro desse ano.
Apelidavam-na de Júlia Venceslaua devido ao nome de seu pai (A. Venceslau). Teve uma vida de sacrifício, trabalhava de sol a sol. 


A sua neta, Maria Júlia da Conceição, minha avó, relata:


" Era uma mulher de coragem, enfrentou o mundo com uma criança na mão, e com outra mão cheia de nada. Trabalhava sem parar, fazia de tudo o que podia para criar a sua pequena e única filha, e criava-a única e exclusivamente com o apoio das irmãs, que quando Júlia ía para feiras vender produtos hortícolas, ficavam com a criança."


A família do seu falecido marido, nunca contribuiu para as despesas, nunca quiz saber de Júlia ou da sua filha, estavam portanto abandonadas, só com o apoio das irmãs.
Conhece Manuel Leal entre 1923 e 1930 e em 1933 casam. 


Manuel Leal em 1934
Manuel Leal era também viúvo, tinha 3 filhas para criar e uma resma de dividas para pagar por conta de um café que dera para o torto, e ficara a dever um norme montante de dinheiro a fornecedores. Enquanto Manuel trabalhava, Júlia cultivava de tudo, e apanhava fruta a proprietários de grandes terrenos, para poder ajudar nas despesas e pagar as dividas do seu 2º marido. Com muito esforço e trabalho, conseguiram pagar todas as dividas e ainda comprar novas propriedades.


Sonhava em ter filhos com Manuel mas ficou novamente viúva em 1962. Com o dinheiro que juntara durante o casamento, faz uma nova casa para ela e para a neta, Maria Júlia da Conceição, e dá a casa - a parte que lhe recebeu em herança - onde vivera com Manuel Leal ás filhas dele.
Em 1972 perde a única filha que tinha. Agora vivia com a neta e seu marido. Mas nos anos 80, dá permissão para o assassino da filha passar um tempo em sua casa uma vez que estava muito doente.


Morre em Março de 1983.


Júlia Maria aos 84anos com uma
das suas bisnetas (Sónia Conde).
Esta é a sua ultima fotografia. Morreu dias depois.

Fotos - Família Pedroso

 Ultramar em Moçambique (1970-1972)









Virgílio de Jesus Pedroso da 
Companhia de Artilharia 2745 
em Mangade , Moçambique

Fotos - Família Pedroso

Virgílio Pedroso á esquerda, Moçambique
Virgílio Pedroso á direita em 1972
Nangade, Moçambique

Fotos - Família Pedroso

Maria Júlia da C. com
Palmira da Conceição (filha de Manuel Leal)
1967
Maria Júlia da C. em 1967
Maria Júlia (minha avó) á porta
de sua casa - fotografia tirada
propositadamente para mostrar
o novo fato (1968)

sábado, 27 de novembro de 2010

Fotos - Família Pedroso

Maria Júlia da Conceição, em 1970, nas traseiras de sua casa,
segurando uma fotografia da sua filha Anabela

Fotos - Família Pedroso














Maria Júlia da Conceição nos primeiros
anos de serviço na empresa vidreira
Barbosa e Almeida, na Marinha Grande

Fotos - Família Pedroso

Maria Júlia da C. em 1971, Vale da Gunha
Maria Júlia da C. em 1966, Venda,
em frente á casa da sua avó.

Fotos - Família Pedroso

Ultramar em Moçambique

Virgilio Pedroso em Moçambique 1972
Virgilio Pedroso á civil em Moçambique


Maria da Conceição - Bisavó - Mãe de Maria Júlia da Conceição

Maria da Conceição

Maria da Conceição nasceu em Pocariça a 24 de Novembro de 1925, filha de Manuel Pedro e Júlia Maria.
A sua mãe ficara viúva ainda grávida, em Setembro de 1925.
Maria cresceu com as filhas do padrasto. Maria da Luz, Palmira da Conceição e Maria Amorinda eram a sua nova familia. Brincavam pelo prados sob vigilancia de Manuel Leal, pai das tres meninas e padrasto da minha bisavó.
Maria da Conceição era a 2ª menina mais velha das 4.
O vicio da bebida começou muito cedo. 


A minha avó, filha de Maria da Conceição, conta-me um episódio:


 " A minha avó contou-me um dia que apanhou a minha mãe a beber. Ela tinha por habito esconder a garrafa da bebida debaixo da cama e um dia apanhou-a a beber na cama. A minha avó que era uma mulher com regras, agarrou na garrafa e bateu-lhe com ela. Para que ela não volta-se a beber, partiu-lhe a garrafa. Mas de nada adiantou. Dias depois já estava ela ensopada em vinho de novo"


Casou com Joaquim Ascenso a 26 de Julho de 1947, o homem que mais tarde lhe acabou com a vida com um cajado.
Com ele teve 2 filhas, uma delas antes do casamento e um filho.
Contam-se Maria Júlia da Conceição em 1946, Ilda Ascenso em 1948 e Manuel Ascenso em 1950.
Maria da Conceição aos 45 anos

Era uma senhora de feições negras por descender de brasileiros. O álcool tornou-a uma mulher completamente diferente em termos físicos e claro que em termos psicológicos. Envelheceu rapidamente, aos 45 anos tinha aparência de mais de 60.






Morreu a 14 Julho de 1972, assassinada com várias pancadas na cabeça.
Segundo o Assento de Óbito: "Hora da morte: Ignorada"


Tinha 46anos. Poderia hoje, talvez, ainda estar viva se não casasse com o "homem" errado.

Joaquim Ascenso - Bisavô - Pai de Maria Júlia da C.


Joaquim Ascenso

Joaquim Ascenso nasceu ás 11horas do dia 16 de Outubro do ano de 1923, no lugar de Telheiro, freguesia de Maceira, filho legitimo de José Ascenso de 25anos e de Adelina Ferreira de 24.
Era apelidado de Quim Cardoso das Cabras, alcunha que passo a explicar. Quim por ser Joaquim, Cardoso por a família do seu pai pertencer á família Cardoza e das Cabras porque ele era proprietário de um rebanho imenso de cabras.
Casou em 1947 e já contava com uma filha de 1 ano de idade, a minha avó, Maria Júlia.
Era temido por toda a aldeia e em redor. Conhecido por ser um homem muito mau, que andava sempre embriagado e que batia na mulher e filhos.
As agressões em casa eram, como costumo dizer, "o prato do dia", cada vez que chegava embriagado a casa  a pobre da mulher tinha de ser agredida, seja fisicamente, seja verbalmente.
Em 1972, mata a mulher de 46anos. Era costume ele bater na esposa e ameaça-la... Um dia cumpri-o a promessa. Matou Maria da Conceição á pancada e deixou o seu corpo 3 dias, na própria casa, até darem pela sua falta.

A minha avó, Maria Júlia, filha de Joaquim, relata:

" Eu já não morava com eles desde menina, vivia com a minha avó. Mas quando soube que a minha mãe tinha morrido, soube logo que tinha sido o meu pai. Ele chamava-lhe os mais arrepiantes nomes, batia-lhe. 
Fui logo para casa deles, eu, a minha irmã e o marido dela. Quando chega-mos as irmãs do meu pai estavam dentro de casa, e os maridos delas á porta, e não nos deixaram entrar até o corpo da minha mãe estar arranjado para o velório. Duraram uma eternidade, de lá de dentro saiu um amigo do meu pai. Um senhor muito influente a nível social e económico. Nada nos disse.
Por fim deram-nos autorização para entrar. O ar estava imundo, a casa toda limpa e o corpo da minha mãe deitado na cama, sem uma única pista do que se tinha passado. Por de trás das portas, estavam panos cobertos em sangue. a minha mãe tinha o crânio tapado com um lenço, á cabeça, como alias era normal.. Na altura não percebi porque ela tinha o lenço. Mas depois, quando vi a autopsia, percebi que o lenço estava lá para cobrir os hematomas e as profundas feridas no crânio. As minha tias, tinham limpo absolutamente tudo e encoberto um crime de violência domestica. Lavaram rigorosamente tudo. A policia só chegou ao local quando ela estava vestida, e aquele tal amigo do meu pai, como tinha conhecimentos na policia, disse que aquilo tinha sido um acidente. O meu pai nunca foi acusado de nada, mas confessou á minha avó - mãe da minha mãe - que se tinha arrependido do que tinha feito. A minha avó como tinha ficado viúva mandou fazer uma casa para ela e para mim...Entretanto casei-me e o meu pai como tinha parado de beber, vivia sozinho e era idoso e débil, veio viver connosco... O meu pai e a minha avó materna juntos.. Era horrível..Ela gritava-lhe ASSASSINO, e ele chorava para que ela o perdoa-se, mas ela morreu sem o perdoar. No dia em que a minha avó morreu ele chorou desalmadamente."

Ao meio-dia de 17 de Janeiro de 1985, Joaquim deu o ultimo suspiro. Morreu de um Acidente Vascular Cerebral.