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| Manuel Teixeira, Serviço militar |
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Fotos - Família Pedroso/Matias
Apenas dois dos 7 filhos de José Matias.
Irmãos do meu avô Virgílio Pedroso.
(Primos por via materna e irmãos por via paterna)
(Primos por via materna e irmãos por via paterna)
Fotos - Família Teixeira
Fotos - Família Teixeira
Fotos - Família Teixeira
Maria da Silva - Bisavó - Mãe de Artur Teixeira
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| Manuel Teixeira e Maria da Silva, em 1969. Esta fotografia foi revelada depois da morte de Maria da Silva. |
Ao primeiro dia do ano de 1906 nasceu Maria da Silva, filha de Maria da Silva e Manuel Pereira, em Cavalinhos. Era apelidada de Maria da Fonte do Rei, por residir numa minúscula aldeia com o mesmo nome, onde apenas existia a casa dela e uma nascente de água.
Foi mãe antes do casamento, em 1927.. Casou-se a 5 de Setembro de 1928 com Manuel Teixeira, na Paroquial Igreja de Nossa Senhora da Luz, de Maceira pelas 12horas. Depois do casamento teve ainda 1 filho e 2 filhas... José Teixeira, Maria da Silva em 1930, e Gracinda da Silva Teixeira.
Sempre teve fraca saúde e morreu muito cedo com 63 anos de idade, permanecendo portanto no esquecimento de muitos, mas muito recordada pelos mais chegados.
O seu marido, Manuel, antes de ela morrer, mandou-lhe tirar várias fotografias, mas só esta me chegou.
Ele queria que a sua memoria prevalecesse.
No dia 10 de Novembro de 1969, Maria morreu vitima de uma febre reumática.
Nota: Por norma nesta região do país, e nesta época, era de banal as filhas terem o ultimo nome da mãe e os filhos o ultimo nome do pai. O que acontece varias vezes ao longo da minha Genealogia é, pais e filhos terem nomes iguais como é exemplo Maria da Silva (minha trisavó), Maria da Silva (minha bisavó) e Maria da Silva, sua filha.
É ainda comum as filhas terem como primeiro nome, o apelido da mãe. Ex: Celeste Júlia (minha avó), filha de Júlia Amélia (minha bisavó) e neta de Amélia de Jesus (minha trisavó)
Virgílio Pedroso - Avô Materno
Virgílio Pedroso
Virgílio de Jesus Pedroso nasceu em Maceira a 12 de Janeiro de 1948. Filho ilegítimo de José Matias e da sua cunhada Emília Maria.
José Matias e Emília Maria, meus bisavós, sempre se amaram, no entanto era um amor impossível pois o pai do meu avô era casado, com a irmã da sua mãe. Tem de apelido Pedroso, pois o seu avô materno chamava-se Joaquim Pedroza. O meu avô Virgílio, contava com vários irmãos do casamento do pai, irmãos esses que eram seus primos direitos por parte da sua mãe. José Matias ficou viúvo em 1971 e passou a viver com Emília Maria.
Como filho ilegítimo não foi reconhecido pelo pai até embarcar para a guerra (mesmo incluindo os seus documentos de Recenseamento Militar, o designam como filho de pai incógnito).
Casou-se em 1968 com a minha avó Maria Júlia, tiveram 2 filhas como já tive oportunidade de relatar.
Em 1970 embarcou para Moçambique. De lá trás muitas histórias que á pouco tempo me relatou... Como era a vila onde estavam (Nangade), as pessoas, o que faziam os militares na Companhia dele, falou-me das tribos que habitavam contiguamente com os militares portugueses, aventuras de guerra etc...
Á chegada a Portugal, já lhe esperava uma filha de 3 anos, a minha mãe, que nunca se lembrava de ter visto o pai. Estabeleceu-se numa firma de industria vidreira onde permaneceu até á reforma em Dezembro de 2007.
Aos 60anos, foi vitimado por uma Acidente Vascular Cerebral que o afectou ao nível psicológico. Um homem que outrora tivera uma vida social activa, fora companheiro leal dos seus amigos, que estivera constantemente a viajar, viu-se sedentarizado e com pouca probabilidade de recuperação.
Hoje tem 63 anos.
Virgílio de Jesus Pedroso nasceu em Maceira a 12 de Janeiro de 1948. Filho ilegítimo de José Matias e da sua cunhada Emília Maria.
José Matias e Emília Maria, meus bisavós, sempre se amaram, no entanto era um amor impossível pois o pai do meu avô era casado, com a irmã da sua mãe. Tem de apelido Pedroso, pois o seu avô materno chamava-se Joaquim Pedroza. O meu avô Virgílio, contava com vários irmãos do casamento do pai, irmãos esses que eram seus primos direitos por parte da sua mãe. José Matias ficou viúvo em 1971 e passou a viver com Emília Maria.
Como filho ilegítimo não foi reconhecido pelo pai até embarcar para a guerra (mesmo incluindo os seus documentos de Recenseamento Militar, o designam como filho de pai incógnito).
Casou-se em 1968 com a minha avó Maria Júlia, tiveram 2 filhas como já tive oportunidade de relatar.
Em 1970 embarcou para Moçambique. De lá trás muitas histórias que á pouco tempo me relatou... Como era a vila onde estavam (Nangade), as pessoas, o que faziam os militares na Companhia dele, falou-me das tribos que habitavam contiguamente com os militares portugueses, aventuras de guerra etc...
Á chegada a Portugal, já lhe esperava uma filha de 3 anos, a minha mãe, que nunca se lembrava de ter visto o pai. Estabeleceu-se numa firma de industria vidreira onde permaneceu até á reforma em Dezembro de 2007.
Aos 60anos, foi vitimado por uma Acidente Vascular Cerebral que o afectou ao nível psicológico. Um homem que outrora tivera uma vida social activa, fora companheiro leal dos seus amigos, que estivera constantemente a viajar, viu-se sedentarizado e com pouca probabilidade de recuperação.
Hoje tem 63 anos.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Fotos - Família Teixeira
Maria Júlia da C. - Avó Materna
Maria Júlia da Conceição
Maria Júlia da Conceição nasceu a 23 de Agosto de 1946. A sua infância foi marcada pela convivência com amigos e com uma "nova família".
Foi criada pela avó Júlia Maria e pelo segundo marido da mesma, Manuel Leal...
Teve uma infância e adolescência longe da família directa (pais e irmãos). Viam-se com muita regularidade mas passava o seu tempo ora na escola com os amigos, ora no campo com a avó... Em casa dos seus pais vivia-se um clima de violência e muito álcool, sendo essa a razão pela qual a minha avó Maria Júlia, não ter sido criada com os pais. Filha mais velha de Joaquim Ascenso e Maria da Conceição, foi aos olhos de muitos uma mulher de sorte na vida pois com os avós ela teve muito do que a maior parte das crianças na altura não tinha. Não faltava comida.. Era criada com os netos de Manuel Leal, como se fossem irmãos.. Ao falar com um desse netos de Manuel Leal descobri que a minha avó contava historias e anedotas, que era protectora dos mais novos e que andava sempre com lenga-lengas para contar. Enquanto jovem trabalhava e era dona de uma beleza invejável.
Casou em 1968 com Virgílio de Jesus Pedroso (meu avô) de quem teve 2 filhas. Anabela Pedroso e Margarida Pedroso.
Após 1 ano de casamento, ficou só. O seu marido partira para a Guerra Ultramarina de Moçambique em 1970.
Entre postais, beijos e beijos de saudade, contavam-se inumeras fotos, as quais colocarei á medida que vou escrevendo.
Em 1972, enquanto o meu avô ainda estava ausente em Moçambique, Maria Júlia perdeu a mãe.. Assassinada. Uma história que mais à frente irei contar, com a verdade nua e crua e com todos os factos que me foram relatados.
Trabalhou como vidreira 38anos e agora encontra-se aposentada.
Maria Júlia, minha avó, tem hoje 64 anos. Caracterizo-a numa palavra: Lutadora.
Maria Júlia da Conceição nasceu a 23 de Agosto de 1946. A sua infância foi marcada pela convivência com amigos e com uma "nova família".
Foi criada pela avó Júlia Maria e pelo segundo marido da mesma, Manuel Leal...
Teve uma infância e adolescência longe da família directa (pais e irmãos). Viam-se com muita regularidade mas passava o seu tempo ora na escola com os amigos, ora no campo com a avó... Em casa dos seus pais vivia-se um clima de violência e muito álcool, sendo essa a razão pela qual a minha avó Maria Júlia, não ter sido criada com os pais. Filha mais velha de Joaquim Ascenso e Maria da Conceição, foi aos olhos de muitos uma mulher de sorte na vida pois com os avós ela teve muito do que a maior parte das crianças na altura não tinha. Não faltava comida.. Era criada com os netos de Manuel Leal, como se fossem irmãos.. Ao falar com um desse netos de Manuel Leal descobri que a minha avó contava historias e anedotas, que era protectora dos mais novos e que andava sempre com lenga-lengas para contar. Enquanto jovem trabalhava e era dona de uma beleza invejável.
Casou em 1968 com Virgílio de Jesus Pedroso (meu avô) de quem teve 2 filhas. Anabela Pedroso e Margarida Pedroso.
Após 1 ano de casamento, ficou só. O seu marido partira para a Guerra Ultramarina de Moçambique em 1970.
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Maria Júlia com a minha mãe em 1971 |
Em 1972, enquanto o meu avô ainda estava ausente em Moçambique, Maria Júlia perdeu a mãe.. Assassinada. Uma história que mais à frente irei contar, com a verdade nua e crua e com todos os factos que me foram relatados.
Trabalhou como vidreira 38anos e agora encontra-se aposentada.
Maria Júlia, minha avó, tem hoje 64 anos. Caracterizo-a numa palavra: Lutadora.
Celeste Júlia - Avó Paterna
Celeste Júlia
Celeste Júlia nasceu ás 6horas do dia 17 de Janeiro de 1929, no lugar de Cavalinhos, filha de Júlia Amélia e Pedro Francisco.
Provinha de uma família muito humilde que sempre estivera aquém da família do seu cônjuge.
Casa como referido com Artur Teixeira, como quem teve 7 filhos, dos quais resistiram 6 sendo que um morrera á nascença.
Fora amada por todos, descrita como uma senhora afável, de bondade gratuita, de sentimento grosso...
Tenho vagas recordações da minha avó.. Lembro-me em especial do dia em que está sentado no sofá com ela, e me deu uma medalha com a inicial do meu nome.. Recordo-me também de ténues imagens das suas mãos com muitas rugas e eu puxava-as e na altura como não sabia o que eram rugas perguntava-lhe com muita ignorância "para que é isto avó?"... Lembro-me também dos dias em que a visitava, e da almoçada em que escondia a carteira e sempre que nos via, contribuía generosamente para o nosso Mealheiro de Criança. E por fim, lembro-me do dia em que foi levada para o hospital.. Dia que ficou gravado para sempre.. Não me deixaram ve-la... Estava no quarto com os meus pais e tios.. Os bombeiros já tinha chegado primeiro que eu... E eu como era muito criança não pode visita-la.. Como se pode constar pelas fotos era uma Senhora muito bem constituída devido ás doenças e tratamentos. A dada altura ela já não tinha mobilidade, e os seus últimos aniversários foram comemorados na cama, mas com toda, ou quase toda a família. Era, segundo dizem uma maravilhosa cozinheira, uma optima mulher, uma prendada mãe e uma carinhosa avó..
Ás 3 da manha, com uma vida atribulada por várias doenças, cessou a 6 de Março de 1999 no Hospital de Leiria. Tinha então 70 anos.
Celeste Júlia nasceu ás 6horas do dia 17 de Janeiro de 1929, no lugar de Cavalinhos, filha de Júlia Amélia e Pedro Francisco.
Provinha de uma família muito humilde que sempre estivera aquém da família do seu cônjuge.
Casa como referido com Artur Teixeira, como quem teve 7 filhos, dos quais resistiram 6 sendo que um morrera á nascença.
Fora amada por todos, descrita como uma senhora afável, de bondade gratuita, de sentimento grosso...
Tenho vagas recordações da minha avó.. Lembro-me em especial do dia em que está sentado no sofá com ela, e me deu uma medalha com a inicial do meu nome.. Recordo-me também de ténues imagens das suas mãos com muitas rugas e eu puxava-as e na altura como não sabia o que eram rugas perguntava-lhe com muita ignorância "para que é isto avó?"... Lembro-me também dos dias em que a visitava, e da almoçada em que escondia a carteira e sempre que nos via, contribuía generosamente para o nosso Mealheiro de Criança. E por fim, lembro-me do dia em que foi levada para o hospital.. Dia que ficou gravado para sempre.. Não me deixaram ve-la... Estava no quarto com os meus pais e tios.. Os bombeiros já tinha chegado primeiro que eu... E eu como era muito criança não pode visita-la.. Como se pode constar pelas fotos era uma Senhora muito bem constituída devido ás doenças e tratamentos. A dada altura ela já não tinha mobilidade, e os seus últimos aniversários foram comemorados na cama, mas com toda, ou quase toda a família. Era, segundo dizem uma maravilhosa cozinheira, uma optima mulher, uma prendada mãe e uma carinhosa avó..
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| Aos 50anos |
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| A minha avó Celeste no casamento do seu filho Joaquim, em 1975 |
Artur Teixeira - Avô Paterno
| Artur Teixeira nos anos 70 |
Artur Teixeira
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| Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Luz, de Maceira |
Apresentação
Ola chamo-me Flávio, nasci em Leiria, filho de Belmiro Teixeira e de Anabela Pedroso.
Á cerca de 1 ano e alguns meses decidi começar uma pesquisa de Genealogia da Familia Teixeira e Pedroso.
Este site servirá para mostrar ao resto da minha familia a minha pesquisa, fotografias e informações que possam interessar, e ainda amantes da Genealogia no geral, a amigos e conhecidos.
De inicio apresentarei apenas a familia directa até à 6ª geração e sempre que possivel acompanhado de documentos e fotografias. Por questões de segurança, não divulgarei informações/dados pessoais ou biográficos dos meus pais.
Até breve
F. Teixeira
Á cerca de 1 ano e alguns meses decidi começar uma pesquisa de Genealogia da Familia Teixeira e Pedroso.
Este site servirá para mostrar ao resto da minha familia a minha pesquisa, fotografias e informações que possam interessar, e ainda amantes da Genealogia no geral, a amigos e conhecidos.
De inicio apresentarei apenas a familia directa até à 6ª geração e sempre que possivel acompanhado de documentos e fotografias. Por questões de segurança, não divulgarei informações/dados pessoais ou biográficos dos meus pais.
Até breve
F. Teixeira
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